A fertilidade após os 40 anos é um tema que gera dúvidas, inseguranças e, muitas vezes, a sensação de que engravidar naturalmente não é mais possível. No entanto, embora o avanço da idade traga mudanças importantes no organismo feminino, isso não significa que a gestação não possa acontecer de forma saudável. Cada vez mais, a ciência mostra que a nutrição tem um papel fundamental na recuperação da fertilidade, mesmo após os 40 anos, atuando diretamente na qualidade dos óvulos, no equilíbrio hormonal e na redução da inflamação.
Com o passar dos anos, é natural que ocorra uma diminuição na quantidade e na qualidade dos óvulos. Esse processo está relacionado, principalmente, ao aumento do estresse oxidativo e à redução da capacidade do organismo de se proteger contra danos celulares. É nesse ponto que a alimentação se torna uma ferramenta estratégica. Nutrientes antioxidantes, como vitaminas C e E, selênio, zinco e compostos bioativos presentes em frutas, vegetais e alimentos naturais, ajudam a proteger as células reprodutivas e a melhorar o ambiente ovariano.
Além disso, muitas mulheres acima dos 40 anos apresentam alterações metabólicas, como resistência à insulina, que podem impactar diretamente a fertilidade, especialmente em casos associados à Síndrome dos Ovários Policísticos. O controle da glicemia por meio de uma alimentação equilibrada contribui para a regulação hormonal, melhora a ovulação e reduz processos inflamatórios que dificultam a concepção.
Outro fator essencial é o controle da inflamação crônica subclínica, que tende a se intensificar com a idade e pode comprometer tanto a qualidade dos óvulos quanto a receptividade do útero. Uma alimentação anti-inflamatória, rica em alimentos naturais e pobre em ultraprocessados, atua diretamente na modulação do sistema imunológico e na criação de um ambiente mais favorável para a gestação.
A saúde intestinal também exerce um papel central nesse processo. Um intestino desequilibrado pode prejudicar a absorção de nutrientes essenciais, além de contribuir para o aumento da inflamação e do desequilíbrio hormonal. Estratégias nutricionais voltadas para a modulação da microbiota e a recuperação da barreira intestinal, especialmente em casos de permeabilidade intestinal, são fundamentais para restaurar o equilíbrio do organismo e favorecer a fertilidade.
Outro ponto importante é o suporte às vitaminas do complexo B, ferro, colina e outros nutrientes essenciais para a maturação dos óvulos e o desenvolvimento inicial do embrião. A deficiência desses nutrientes pode passar despercebida, mas impacta diretamente a capacidade reprodutiva. Por isso, uma alimentação planejada e individualizada faz toda a diferença.
Embora muitas mulheres sejam direcionadas automaticamente para técnicas de reprodução assistida após os 40 anos, é importante entender que o corpo ainda responde a estímulos quando a causa dos desequilíbrios é tratada. A nutrição, nesse contexto, não atua apenas como suporte, mas como uma estratégia terapêutica capaz de melhorar significativamente as condições internas para que a gestação aconteça.
Engravidar após os 40 anos pode exigir mais cuidado, mais estratégia e um olhar mais profundo para o corpo, mas não é uma possibilidade descartada. Quando o organismo recebe os nutrientes certos, quando a inflamação é reduzida e quando o equilíbrio metabólico é restaurado, o corpo se torna muito mais favorável à concepção.
Cuidar da alimentação nesse momento é investir não apenas na fertilidade, mas também na qualidade da gestação e na saúde do bebê. A forma como o corpo está antes da concepção influencia diretamente todo o desenvolvimento gestacional. E muitas vezes, o que parecia impossível começa a se tornar viável quando a abordagem muda.
A fertilidade não depende apenas da idade, mas do estado do organismo como um todo. E a nutrição pode ser o caminho que faltava para transformar esse cenário com segurança, consciência e saúde.
A Endometriose é uma condição inflamatória complexa que afeta milhões de mulheres em idade reprodutiva e está diretamente associada à dor, alterações hormonais e dificuldades para engravidar. Apesar de ser cada vez mais discutida, sua origem ainda não é completamente compreendida, e diferentes teorias tentam explicar como a doença se desenvolve no organismo feminino.
Uma das explicações mais conhecidas é a teoria da menstruação retrógrada, proposta por John A. Sampson. Segundo essa teoria, durante o período menstrual, parte do sangue e do tecido endometrial não é eliminado corretamente pelo corpo e retorna pelas tubas uterinas, alcançando a cavidade abdominal. Essas células podem se implantar fora do útero, dando origem às lesões características da endometriose. No entanto, como a menstruação retrógrada ocorre em muitas mulheres que não desenvolvem a doença, essa teoria não explica todos os casos.
Outra hipótese importante é a origem embrionária da endometriose. Nesse modelo, células com potencial para se transformar em tecido endometrial estariam presentes desde o desenvolvimento fetal e, ao longo da vida, poderiam ser ativadas por estímulos hormonais e inflamatórios. Essa teoria ajuda a explicar casos em que a endometriose aparece em locais incomuns e até mesmo em mulheres que não apresentam fluxo menstrual retrógrado significativo.
Além dessas teorias, fatores imunológicos e inflamatórios desempenham um papel central no desenvolvimento e progressão da doença. A presença de inflamação crônica subclínica e alterações no sistema imunológico permitem que essas células ectópicas sobrevivam, se implantem e proliferem fora do útero. Esse ambiente inflamatório contribui não apenas para a dor, mas também para a dificuldade de implantação do embrião e manutenção da gestação.
Nesse contexto, a alimentação surge como uma das estratégias mais importantes no manejo da endometriose. Embora não seja o único tratamento, ela é uma ferramenta fundamental para atuar na raiz do problema: a inflamação. Uma dieta rica em alimentos ultraprocessados, açúcar e gorduras inflamatórias tende a agravar o quadro, enquanto uma alimentação anti-inflamatória pode reduzir a progressão da doença e melhorar significativamente os sintomas.
O consumo de alimentos ricos em antioxidantes, fibras, gorduras boas e compostos bioativos ajuda a modular o sistema imunológico, reduzir marcadores inflamatórios e melhorar o equilíbrio hormonal. Além disso, a saúde intestinal, frequentemente comprometida em mulheres com endometriose, também é influenciada diretamente pela alimentação. Alterações como a permeabilidade intestinal podem intensificar a resposta inflamatória e agravar os sintomas.
Quando a nutrição é aplicada de forma estratégica e individualizada, ela deixa de ser apenas um suporte e passa a ser uma parte central do tratamento. Muitas mulheres relatam melhora significativa da dor, regularidade do ciclo e até aumento das chances de engravidar ao ajustar a alimentação e cuidar da saúde intestinal.
A endometriose não é apenas uma doença localizada no útero ou na pelve — ela é uma condição sistêmica, profundamente ligada ao estilo de vida, à inflamação e ao funcionamento do organismo como um todo. Por isso, olhar para a alimentação não é apenas uma escolha, mas uma necessidade para quem deseja controlar a doença e recuperar a qualidade de vida.
Cuidar do que você come é, nesse cenário, uma forma de cuidar diretamente do ambiente interno do seu corpo. E quando esse ambiente muda, os sintomas também mudam — assim como as possibilidades de viver com mais leveza e fertilidade.
As cólicas menstruais são uma das queixas mais comuns entre as mulheres, mas isso não significa que sejam normais ou que precisem ser simplesmente suportadas todos os meses. A dor durante o período menstrual é um sinal de que algo no organismo pode estar em desequilíbrio, muitas vezes relacionado à inflamação, alterações hormonais ou até condições como a Endometriose. A boa notícia é que a alimentação pode ser uma grande aliada na redução das cólicas e na melhora da saúde menstrual como um todo.
Uma das principais estratégias para aliviar as cólicas menstruais é reduzir o consumo de alimentos inflamatórios. Dietas ricas em açúcar, farinhas refinadas, gorduras trans e alimentos ultraprocessados aumentam a produção de substâncias inflamatórias no corpo, como as prostaglandinas, que estão diretamente ligadas à contração uterina e à dor. Ao diminuir esses alimentos, é possível reduzir a intensidade das cólicas e melhorar o equilíbrio do organismo.
Por outro lado, incluir alimentos com ação anti-inflamatória é essencial. Frutas, verduras, legumes, sementes e gorduras boas, como azeite de oliva e oleaginosas, ajudam a modular a inflamação e fornecem nutrientes importantes para o funcionamento hormonal. Nutrientes como magnésio, ômega-3 e vitaminas do complexo B têm papel fundamental na redução da dor e no relaxamento muscular, contribuindo para um ciclo menstrual mais confortável.
Outra dica importante é cuidar da saúde intestinal. O intestino está diretamente ligado à regulação hormonal e ao controle da inflamação, e quando há desequilíbrios, como disbiose ou permeabilidade intestinal, o corpo tende a responder com mais inflamação e, consequentemente, mais dor. Melhorar a alimentação, aumentar o consumo de fibras e reduzir alimentos irritantes pode ter um impacto significativo na intensidade das cólicas.
A hidratação também desempenha um papel importante. Beber água ao longo do dia ajuda a reduzir o inchaço e melhora a circulação sanguínea, o que pode aliviar as contrações uterinas. Além disso, chás com propriedades anti-inflamatórias e relaxantes, como gengibre e camomila, podem ser incluídos como aliados naturais nesse processo.
Por fim, é fundamental manter níveis estáveis de glicose no sangue. Oscilações frequentes de açúcar, causadas por uma alimentação desbalanceada, podem intensificar processos inflamatórios e piorar os sintomas menstruais. Fazer refeições equilibradas, com boas fontes de proteína, fibras e gorduras saudáveis, ajuda a manter o metabolismo mais estável e reduz a intensidade das cólicas.
Cuidar da alimentação não é apenas uma estratégia para aliviar a dor momentânea, mas uma forma de tratar a causa do problema. Quando o corpo recebe os nutrientes adequados e sai de um estado inflamatório, o ciclo menstrual tende a se tornar mais equilibrado e menos doloroso. Se as cólicas são intensas ou persistentes, é importante investigar, pois podem ser um sinal de condições como a endometriose ou outros desequilíbrios hormonais.
A sua menstruação não precisa ser sinônimo de sofrimento. Com ajustes simples e consistentes na alimentação, é possível transformar a forma como seu corpo responde a esse período e promover mais conforto, saúde e qualidade de vida ao longo do ciclo.
A recuperação da fertilidade vai muito além de tratamentos pontuais ou intervenções isoladas. Cada vez mais estudos mostram que hábitos de vida têm um impacto profundo na saúde reprodutiva, e entre eles, o exercício físico se destaca como um dos maiores aliados, especialmente quando associado a uma alimentação equilibrada e anti-inflamatória. Se você está buscando engravidar de forma natural ou melhorar seus resultados em tratamentos, entender como o movimento do corpo influencia a fertilidade pode ser o ponto de virada da sua jornada.
O exercício físico atua diretamente na regulação hormonal, sendo essencial para mulheres que enfrentam condições como a Síndrome dos Ovários Policísticos, onde há frequentemente resistência à insulina e desequilíbrios metabólicos. A prática regular de atividade física melhora a sensibilidade à insulina, reduz níveis de inflamação e contribui para a normalização dos ciclos menstruais, aumentando as chances de ovulação de forma natural. Além disso, o exercício também impacta positivamente a qualidade dos óvulos, um fator muitas vezes negligenciado, mas fundamental para a fertilidade.
Outro ponto crucial é o efeito do exercício sobre a inflamação crônica de baixo grau, conhecida como inflamação crônica subclínica. Esse tipo de inflamação silenciosa pode comprometer desde a ovulação até a implantação do embrião. A prática regular de atividades físicas ajuda a modular o sistema imunológico, reduzindo marcadores inflamatórios e criando um ambiente mais favorável para a gestação. Isso é especialmente importante em quadros como a Endometriose, onde a inflamação desempenha um papel central na progressão da doença e na dificuldade para engravidar.
Quando aliado a uma alimentação adequada, o exercício potencializa ainda mais seus efeitos. Uma dieta rica em nutrientes, antioxidantes e compostos anti-inflamatórios, combinada com a prática regular de atividade física, promove o equilíbrio metabólico e hormonal necessário para que o corpo volte a funcionar de forma eficiente. Esse conjunto de estratégias atua diretamente na saúde intestinal, na regulação hormonal e na redução de toxinas, fatores essenciais para a fertilidade feminina e também masculina.
É importante destacar que não se trata de exercícios extremos ou exaustivos. Pelo contrário, o excesso de treino pode gerar estresse fisiológico e prejudicar a fertilidade. O ideal é encontrar um equilíbrio, com práticas como musculação, caminhada, treino funcional ou atividades aeróbicas moderadas, respeitando a individualidade de cada organismo. O movimento deve ser um aliado, não mais um fator de estresse.
Para mulheres que estão tentando engravidar, incluir o exercício físico como parte da rotina não é apenas uma recomendação estética ou de saúde geral — é uma estratégia terapêutica. Ele atua na raiz de muitos problemas que afetam a fertilidade, desde desequilíbrios hormonais até processos inflamatórios silenciosos. Quando associado a uma abordagem nutricional personalizada, o corpo entra em um estado muito mais propício à concepção.
Se você sente que já tentou diferentes caminhos e ainda não conseguiu engravidar, talvez esteja na hora de olhar para o básico que realmente funciona: movimento e nutrição. A fertilidade não depende apenas de um fator isolado, mas do equilíbrio do corpo como um todo. E cuidar disso de forma estratégica pode transformar completamente seus resultados.
Investir em hábitos saudáveis não é apenas uma preparação para engravidar, mas um passo fundamental para uma gestação mais segura e um bebê mais saudável. O seu corpo tem uma capacidade incrível de recuperação quando recebe os estímulos certos — e o exercício físico, junto com a alimentação adequada, pode ser exatamente o que estava faltando para destravar a sua fertilidade.
A relação entre intestino e fertilidade é uma das áreas mais importantes — e ainda pouco exploradas — quando se fala em infertilidade feminina. Muitas mulheres que enfrentam dificuldades para engravidar focam apenas nos hormônios ou nos ovários, sem perceber que o intestino pode ser um dos principais responsáveis pelo desequilíbrio do organismo. A saúde intestinal está diretamente ligada ao sistema imunológico, à regulação hormonal e ao controle da inflamação, fatores essenciais para a fertilidade.
Quando o intestino não está funcionando corretamente, ocorre um desequilíbrio da microbiota, conhecido como disbiose. Esse quadro pode levar ao aumento da permeabilidade intestinal, uma condição em que a barreira intestinal se torna mais “aberta”, permitindo a passagem de substâncias inflamatórias para a corrente sanguínea. Isso ativa o sistema imunológico e contribui para um estado de inflamação crônica subclínica, que pode interferir diretamente na capacidade do corpo de sustentar uma gestação.
Esse processo inflamatório silencioso está associado a diversas condições que impactam a fertilidade, como a Endometriose e a Síndrome dos Ovários Policísticos. No caso da endometriose, a inflamação e a resposta imunológica alterada dificultam a implantação do embrião e aumentam o risco de dor e complicações. Já na SOP, a relação com o intestino está ligada principalmente à resistência à insulina e às alterações metabólicas, que também são influenciadas pela microbiota intestinal.
A alimentação tem um papel central nesse cenário. Dietas ricas em alimentos ultraprocessados, açúcares e gorduras inflamatórias contribuem para o desequilíbrio intestinal e perpetuam o ciclo de inflamação. Por outro lado, uma alimentação rica em fibras, nutrientes e compostos bioativos favorece o equilíbrio da microbiota, fortalece a barreira intestinal e reduz a inflamação sistêmica.
Além disso, a saúde intestinal influencia diretamente a absorção de vitaminas e minerais essenciais para a fertilidade, como zinco, ferro, vitaminas do complexo B e antioxidantes. Sem esses nutrientes, o organismo não consegue manter um ambiente adequado para a maturação dos óvulos, a ovulação e a implantação do embrião.
Para quem busca engravidar, tratar o intestino não é apenas uma estratégia complementar, mas uma abordagem fundamental. Ao restaurar a saúde intestinal, reduzir a inflamação e equilibrar o sistema imunológico, o corpo se torna mais receptivo à gestação. A fertilidade, nesse contexto, deixa de ser apenas uma questão hormonal e passa a ser vista como o reflexo de um organismo em equilíbrio.
Cuidar do intestino é, portanto, cuidar da base da sua saúde reprodutiva. E muitas vezes, é exatamente esse ajuste que faltava para que o corpo volte a funcionar de forma natural e eficiente, permitindo que a gestação aconteça.
A dificuldade para engravidar em mulheres com Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP) vai muito além da ausência de ovulação. Embora ciclos irregulares sejam um dos sinais mais conhecidos, existe um fator metabólico silencioso que pode estar na raiz da infertilidade: a resistência à insulina. Entender essa conexão é fundamental para quem deseja recuperar a fertilidade de forma natural ou aumentar as chances de sucesso em tratamentos reprodutivos.
A resistência à insulina ocorre quando o organismo perde a capacidade de responder adequadamente à ação desse hormônio, levando à necessidade de produzir quantidades cada vez maiores para controlar a glicose no sangue. Esse excesso de insulina desencadeia uma série de alterações hormonais, incluindo o aumento da produção de androgênios, como a testosterona, que interfere diretamente no funcionamento dos ovários. Como consequência, a ovulação se torna irregular ou até ausente, mas o impacto não para por aí.
Mesmo quando a ovulação acontece, a qualidade dos óvulos pode estar comprometida. Além disso, o ambiente uterino pode se tornar menos favorável à implantação do embrião, reduzindo as chances de uma gestação saudável. Outro fator importante é a presença da inflamação crônica subclínica, frequentemente associada à resistência à insulina. Esse estado inflamatório silencioso afeta todo o organismo, prejudicando desde a comunicação hormonal até a receptividade endometrial.
Muitas abordagens tradicionais focam apenas em induzir a ovulação, sem tratar a causa metabólica do problema. No entanto, sem corrigir a resistência à insulina, os resultados tendem a ser limitados ou temporários. A fertilidade não depende apenas da ovulação, mas da qualidade do ambiente interno como um todo, incluindo equilíbrio hormonal, saúde metabólica e controle da inflamação.
A boa notícia é que esse quadro pode ser revertido com estratégias adequadas. A combinação de alimentação equilibrada, controle de carga glicêmica, prática de atividade física e modulação intestinal tem um impacto direto na melhora da sensibilidade à insulina. Com isso, o organismo volta a funcionar de forma mais eficiente, favorecendo a ovulação natural, melhorando a qualidade dos óvulos e criando um ambiente mais saudável para a gestação.
Para mulheres com SOP que desejam engravidar, olhar para a resistência à insulina não é apenas importante — é essencial. Tratar a raiz do problema permite não apenas aumentar as chances de concepção, mas também promover uma gestação mais segura e saudável. A fertilidade é um reflexo do equilíbrio do corpo, e quando esse equilíbrio é restaurado, o processo de engravidar deixa de ser um desafio constante e passa a ser uma consequência natural.
A saúde uterina é um dos pilares da fertilidade feminina, mas muitas vezes é negligenciada até que surjam dificuldades para engravidar ou sintomas mais intensos. O útero não é apenas o local onde o bebê se desenvolve — ele é um ambiente que precisa estar saudável, equilibrado e receptivo para que a gestação aconteça. O problema é que o corpo costuma dar sinais de que algo não vai bem muito antes de um diagnóstico, e reconhecer esses sinais pode ser o primeiro passo para recuperar a fertilidade.
Um dos principais sinais de que a saúde uterina pode estar comprometida são alterações no ciclo menstrual. Ciclos muito irregulares, menstruações muito intensas ou muito escassas, além de sangramentos fora do período menstrual, podem indicar desequilíbrios hormonais ou inflamação no organismo. Condições como a Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP) ou até alterações no endométrio podem afetar diretamente a qualidade do ciclo e, consequentemente, a fertilidade. O ciclo menstrual é um reflexo da saúde interna, e ignorar esses sinais pode atrasar o diagnóstico de problemas mais profundos.
Outro sinal importante é a presença de dor, especialmente cólicas intensas ou dor durante a relação sexual. Embora muitas mulheres tenham sido ensinadas a normalizar a dor, ela não deve ser ignorada. Dores fortes podem estar associadas a condições como a Endometriose, uma doença inflamatória que afeta diretamente o ambiente uterino e pode dificultar a implantação do embrião. A dor é um alerta do corpo de que existe um processo inflamatório ou disfuncional acontecendo, e quanto antes ele for investigado, maiores são as chances de reversão.
O terceiro sinal, muitas vezes silencioso, é a dificuldade para engravidar, mesmo quando aparentemente está tudo “normal”. Isso acontece porque a fertilidade não depende apenas da ovulação, mas também da qualidade do endométrio e do ambiente uterino como um todo. A presença de inflamação crônica subclínica pode comprometer a receptividade do útero, dificultando a fixação do embrião. Além disso, fatores como alimentação inadequada, estresse, disbiose intestinal e desequilíbrios hormonais podem impactar diretamente essa capacidade, mesmo sem sintomas evidentes.
A saúde uterina está profundamente conectada ao equilíbrio do organismo como um todo. O intestino, por exemplo, influencia diretamente o sistema imunológico e o controle da inflamação, enquanto a alimentação fornece os nutrientes necessários para a regeneração e funcionamento adequado dos tecidos. Quando esses fatores não estão equilibrados, o útero pode não oferecer o ambiente ideal para uma gestação saudável.
Por isso, mais do que tratar sintomas isolados, é fundamental olhar para a causa. Estratégias como modulação intestinal, alimentação anti-inflamatória, equilíbrio hormonal e redução do estresse são essenciais para restaurar a saúde uterina e melhorar as chances de engravidar. O corpo feminino tem uma capacidade incrível de se recuperar quando recebe os estímulos corretos.
Se você identificou um ou mais desses sinais, é importante não ignorar. O seu corpo está se comunicando com você. E quanto antes você entender o que ele está dizendo, maiores são as chances de transformar sua saúde e sua fertilidade. Cuidar do útero é cuidar da base da gestação, e esse pode ser o passo que faltava para que o seu sonho de engravidar se torne realidade.
Agora vamos a uma pergunta de milhões!
E que muitas mulheres fazem diariamente! E sei que a mulher atual está bem focada na carreira, mas também quer ser mãe, engravidar, ter um filho(a), mas sabe que não é agora!
Mas saiba que essa espera pode ser deseperadora! Não, não estou falando para você engravidar agora (mas se quiser te dou todo o apoio), mas sim que mesmo que você queira engravidar daqui a 2 ou 3 anos, ou mesmo 5 anos, se você deixar para ver sua fertilidade só nesse momento, você pode se frustar, se deseperar ou mesmo ver que seus planos não irão se concretizar como você quer!
E porque isso pode acontecer?
Porque menstruar todos os meses não é sinônimo de fertilidade, ovular também não!
Pois outros problemas faazem parte do combo "infertilidade", incluindo problemas do seu parceiro!
Temos como problemas uma Sindrome dos óvarios policisticos, uma endometriose (essa é mestre em não ser diagnosticada até que você tente engravidar e não consiga), baixa reserva ovariana, envelhecimento ovariano, problemas nutricionais e problemas de fertilidade do seu parceiro (baixa motilidade, alta deformidade e a fragmentação de DNA, além de uma varicocele não diagnosticada).
Mas então o que fazer?
Tomar antioconcepicional!! ERRADO!!! O anticoncepicional de forma alguma preserva sua fertilidade, na verdade ele atrapalha, pois ele, com uso prolongado pode levar a atrofia ovariana, envelhecimento ovariano precoce e até mesmo dificuldade na maturação dos seus ovulos! Então minha primeira dica sobre fertilidade é que você pare o anticoncepicional e comece a usar outras formas contraceptivas!
Mas minha principal dica para conservar sua fertilidade, até o momento que você deseja engravidar, assim como tratar possíveis problemas de fertlidade que você e seu parceiro possam ter, é procurar ajuda profissional!
Seja um nutricinista especializado em fertilidade como eu (eu adoraria te atender) ou um medico ginecologista também especializado em fertilidade, o fertileuta (posso te recomendar alguns). E que não perca tanto tempo! Não deixe para procurar ajuda daqui a uns anos, quando tentar engravidar, não conseguir, estiver frustrada, se achando péssima e sem saber o que fazer!
Já cuide da sua saúde reprodutiva a partir de agora, pois quando decidir engravidar, possa fazer isso de forma leve, com uma gestação saudável e um bebê saudável nos braços depois!
Abraços
Leilane
Muitos de vocês, tentantes, já ouviram falar da ISCA né? Sabem o que é essa sigla? Ela significa Infertilidade Sem Causa Aparente, logo é quando o casal apresenta infertilidade, mas os testes superficiais não souberam indicar qual foi a causa dessa infertilidade.
Muitas vezes isso acontece porque os médicos, por desconhecimento ou mesmo limitações do seu plano de saúde e do SUS, não conseguem identificar ou não podem pedir exames para chegar a um diagnostico certinho sobre as causas da sua infertilidade, então eles diagnosticam como ISCA, e eles não tem culpa queridas (os).
As causas mais comuns, mas ainda não diagnosticadas, são uma endometriose ou SOP não diagnosticada e não controladas, baixa motilidade e morfologia dos espermatozoides do homem, mas existe outros fatores para o ISCA, e esses por vezes são ainda mais desconsiderados pelos médicos, como a fragmentação do DNA espermático, deficiências nutricionais acentuadas nos dois, geralmente de cálcio ou ferro, inflamação de baixo grau, obesidade, doenças auto imunes como Doença Celíaca, Tireoidite de Hashimoto e Lúpulos, e doenças intestinais.
E nesse momento, a melhor opção para o casal que teve esse diagnostico de ISCA, que na verdade é a ausência de diagnostico, é procurar um novo fertileuta ou ginecologista, pois sabendo a causa, para a maioria delas o tratamento é alimentar, e nessas horas procurar um profissional qualificado irá deixar o casal mais próximo ainda da realização do sonho da maternidade. Se vocês estão passando por isso agora, entre em contato pelos links abaixo.
Abraços
Leilane Morais
Vamos falar um pouco da Endometriose, ela é uma doença caracterizada pela presença do tecido endometrio, sim o tecido que reveste o útero e que escama todo mês, fora do seu lugar de origem. Como assim? Você deve estar se perguntando né? Então, isso é possível sim e muito mais comum do que se imagina, e sabe o pior, ainda não se sabe ao certo o que causa esse tecido ir parar aonde não deve, no caso, fora do seu localzinho, lá no útero.
Mas as hipoteses são da menstrução retrograda, que ao invés de sair pelo canal vaginal, ela acabaria voltando pelas trompas e indo parar em outros locais, e ali ficando aderida e bem, outros cientistas já colocam que pode ser a diferenciação errada de celulas pluripotentes em celulas do endometrio em locais aleatórios, por motivos ainda não esclarecidos.
No entanto esse endométrio, assim como o endométrio uterino é influenciado pela oscilação de hormônios do ciclo menstrual, já que esse tecido é muito sensível aos hormônios femininos, principalmente o estrogênio e até mesmo tendo uma pegada de resistência a progesterona! E com isso, todo mês esse tecido reage, levando a mulher a um desconforto absurdo!
A endometriose pode ser de 3 tipos, de acordo com o local de deposição desse endometrio, pode ser a endometriose clássica, quando esse endometrio fica errado, mas ainda sim dentro do útero, pode ser um endometrioma, quando acaba invadindo ou envolvendo o ovário, pode adentrar a musculatura uterina, sendo denominada adenomioma e também pode se aderir a locais fora do útero, que é a chamada endometriose profunda, e essa pode estar literalmente em qualquer lugar do corpo, mas principalmente ali próxima ao intestino, pode até adentrar no intestino sabiam? Pode estar na bexiga, no peritónio, e até mesmo nos pulmões!
Eu fui diagnosticada com endometriose, e meu diagnostico só demorou quase 30 anos! Isso aconteceu pois os sintomas da endometriose, são considerados por muitos médicos como sintomas "normais" durante a menstruação da mulher, sendo a cólica menstrual intensa, transito intestinal modificado durante a menstruação e fluxo menstrual intenso. Mas saibam que isso não é normal, se você apresenta esses sintomas, e seu médico ainda não falou que você tem endometriose, recomendo mudar de ginecologista.
Outro sintoma, mas esse é mais considerado, é a dor durante a relação sexual, essa dor também está relacionada a endometriose.
Outros sintomas que você tamb´ém deve considerar é, durante o periodo menstrual, ama um doce na TPM, e nos outros periodos do ciclo, tem baixo líbido, está sempre inflamada e está a mais de 1 ano tentando engravidar e nada, procure um ginecologista, e com o diagnostico, entre em contato.
Estou aqui para ajudar você a ter seu bebê nos braços!
Entre em contato pelos links abaixo.
Abraços
Leilane Morais
A Síndrome dos Ovário Policístico (SOP) está relacionada diretamente com a infertilidade, sendo uma das causas mais comuns da infertilidade, juntamente com a endometriose.
Mas você sabe como a SOP causa a infertlididade? Primeiro temos que lembrar o que é a SOP, muitos médicos dão esse diagnóstico, mas não explicam como é a doença. A SOP é caracterizada por 4 fenótipos, separados por letras, onde temos os fenótipos:
A e B - Considerados como SOP clássica, mais associados às disfunções menstruais, resistência insulínica/hiperinsulinêmia, síndrome metabólica, até 50% das mulheres com SOP clássica apresentam obesidade, formas severas de dislipidemias e podem apresentar esteatose hepática.
C - Denominado SOP ovulatória (com ocorrência de ovulação), está associado a níveis intermediários das alterações vistas nos fenótipos clássicos. O fenótipo
D - Denominado SOP não hiperandrogênica, possui níveis baixos de alterações endócrinas e síndrome metabólica, a baixa relação LH/FSH (hormônio Luteinizante/Hormônio fólico estimulante), baixos níveis de testosterona, altos níveis de SHBG, e a ciclos menstruais regulares e irregulares intercalados.
Assim como temos aumento da testosterona, que impede uma boa qualidade de progesterona e de estrogênio, temos a ausência de ovulação em grande parte das mulheres com SOP, principalmente as do fenótipo clássico, e sem ovulação, não há concepção. Por isso uma das maiores causas de infertilidade atualmente é a SOP. Se você tem SOP, o quanto antes você tratar, maiores serão suas chances de se tornar mãe, e sem tratamento suas chances de gestação serão muito baixas, o que pode te causar muita frustação e ansiedade. Então saber seu fenótipo da SOP é essencial para o tratamento, sendo o tratamento nutricional e de mudança de estilo de vida mais essenciais do que o tratamento medicamentoso. Nas minhas pacientes com SOP, o tratamento nutricional leva de 3 a 6 meses dependendo do fenótipo de do estado nutricional/inflamatório, pois em sua grande maioria, há outros fatores associados, que acabam limitando a melhoria dos ciclos menstruais, da ovulação e de um bom endométrio. Então não espere tanto para cuidar da sua saúde!
Qualquer coisa estou aqui! Entre em contato pelos links abaixo.
Abraços
Leilane Morais
Agora vamos entrar em um tema bem polêmico, mas bastante necessário, a questão da obesidade! Nos tempos atuais onde se prega o amor-próprio e o se amar pelo que se é, temos uma glamorização da obesidade. Por mais que devemos nos amar, e isso é parte principal de aceitar o que somos, devemos também lembrar que a obesidade é uma doença, principalmente inflamatória e crônica.
Então a obesidade vai muito além do amor-próprio e da autoaceitação, mas sim uma questão de saúde. Ano passado, em 2023, todos ficaram assustados com o emagrecimento acentuado da atriz australiana Rebel Wilson, e o motivo foi sua fertilidade, a vontade de ser mãe da atriz fez ela se voltar a sua saúde e perder peso. Muitos podem pensar ser uma bobagem perder peso para engravidar, ou mesmo que a obesidade não interfere na gestação, mas aí que está a questão, a obesidade é caracterizada por uma inflamação crônica e essa inflamação interfere na fertilidade.
Nos homens interfere na qualidade do espermatozoide, aumentando a fragmentação do DNA, causando danos epigenéticos e diminuindo a qualidade e a motilidade. Nas mulheres a obesidade interfere na qualidade do endométrio, aumenta o envelhecimento ovariano, que interfere diretamente na qualidade do óvulo, aumentando a probabilidade de aneuploidias (bebês que não vão adiante, pois lhes falta algum cromossomo essencial) e trissomias, além de toda parte de epigenética que pode interferir na qualidade de vida do seu bebê ao longo da vida dele.
A obesidade também interfere durante a gestação aumentando e muito a ocorrência de diabetes gestacional e a ocorrência de eclampsia, tendo assim uma gestação de risco, que se somado a idade, pode ser uma gestação de alto risco. Por isso pense na sua saúde como futura mamãe ou futuro papai. Durante a gestação infelizmente não é o momento de perder peso, então se o seu sonho é ser mãe, e você não está conseguindo e você está obesa, ou seu parceiro é obeso.
Recomendo iniciar o meu tratamento nutricional para fertilidade, pelo meu Plano de Acompanhamento Nutricional, que inclui perda de peso, diminuição da inflamação, detoxificação e assim preparar o corpo, para realizar seu sonho de ser mãe/pai, e esse evento maravilhoso ocorrer com você com saúde, que irá se refletir na saúde futura do seus filhos, netos e bisnetos!
Qualquer coisa estou aqui! Entre em contato pelos links abaixo.
Abraços
Leilane Morais
Vamos falar sobre o Gestar do Pai!
Sim, o homem também deve ter um cuidado com sua saúde, pois vocês são seres humanos, e merecem ter o cuidado consigo seja no mental ou no físico! Homens o cuidado preconcepção e o gestar não é apenas da mulher. Sim a mulher gesta o bebê dentro dela. Mas o homem, ele gesta na alma seu filho(a)! E esse gestar deve ser realizado antes mesmo de receber o positivo!
Cada vez mais, a causa dos casais não conseguirem nem sequer um positivo, são por conta de baixa contagem e motilidade espermática, com homens que possuem poucos espermatozoides, que não se movem ou mesmo possuem tantos problemas morfológicos, que nem sequer conseguem chegar ao óvulo.
Já se sabe, cientificamente, que abortos de repetição, quando a causa não é uma trombofília (causa mais comum) ou microbiota vaginal (causa mais complexa), a causa é a fragmentação do DNA do esperma masculino. E essa fragmentação impacta também no futuro do seu filho(a), pois interfere também na epigenética do filho, com desdobramentos ao longo da vida, não são imediatos!
E a fertilidade masculina cai no mundo de forma vertiginosa, impactando o gestar do mundo inteiro! Costumo falar que o homem também deve cuidar da sua fertilidade, pois isso não tem relação com sua masculinidade, mas sim com sua humanidade, com o fato de ele ser um ser humano que também precisa de cuidados!
E o homem que quer ser pai, ele já começa esse gestar ali, junto a sua mulher, no momento da preconcepção. Por isso o homem tem o processo do gestar, e ai quando o bebê nasce, ali não nasce apenas uma mãe, mas um pai, e uma família!
Homens não negligencie sua saúde! Você é importante! Inicie o gestar da fertilidade em vocês!
Qualquer coisa estou aqui! Entre em contato pelos links abaixo.
Abraços
Leilane Morais